Professores psicologicamente bem preparado é um grande aliado da educação.

Postado por Admincursos | 15 de maio de 2017 | Deixe aqui seru comentário

Professores psicologicamente bem preparado é um grande aliado da educação.

Professores enfrentam muitos desafios no cotidiano, mas precisam adotar estratégias para garantir o amplo aprendizado dos estudantes

Profissão essencial para a formação de uma sociedade justa, igualitária e cidadã, ser professor não tem sido fácil no Brasil. Além dos desafios do ensino-aprendizagem, o profissional que está à frente da sala de aula também precisa estar preparado para lidar com as transformações que estão ocorrendo na atual geração dos estudantes e, ainda, encarar casos de violência em sala de aula.

Em pesquisa global feita pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) com mais de 100 mil professores e diretores de escola do segundo ciclo do ensino fundamental e do ensino médio, o país está no topo do ranking de violência contra o professor. Na Coreia do Sul, na Malásia e na Romênia, esse índice é de zero.

Além dessa grande dificuldade, as escolas atualmente estão mais abertas e mais próximas dos alunos. Apesar de positiva, essa mudança permite que situações do cotidiano dos alunos entrem no ambiente, desde o uso intensivo do telefone celular ao invés de prestar atenção na aula, até relatos de bullying, agressões e abusos praticados nas instituições ou em casa.

A falta de apoio de psicólogos e assistentes sociais, que raramente estão presentes nos colégios públicos, é só mais um motivo para desestimular os professores, que não se formam com o grau de compreensão psicológica adequada para lidar sozinho com os alunos. Segunda a mesma pesquisa da OCDE, os educadores não se sentem apoiados nem reconhecidos pelas escolas e também se veem desconsiderados pela sociedade.

Quando se trata das queixas dos professores, as mais comuns são a depressão, o estresse e o esgotamento nervoso. A síndrome do Burnout afeta mais de 15% dos docentes. Essa combinação consequentemente faz cair o desempenho dos profissionais e dos alunos e não é a à toa que o Brasil possua o segundo maior número de estudantes com baixo rendimento em matemática, ciências e leitura entre 64 países analisados também pela OCDE.

DICAS PARA OS PROFESSORES

Ser um professor emocionalmente saudável é sinônimo de educar alunos de acordo com valores éticos para o exercício pleno da cidadania. Para conquistar esse patamar, tão escasso nos dias de hoje, fique atento às lições que os educadores podem aplicar:

FAZER UM CURSO DE SAÚDE EMOCIONAL

Esse tipo de curso pode ser feito até mesmo via internet nos horários em que o professor não está na classe. Um curso de saúde emocional ajuda o educador a refletir sobre o seu próprio trabalho, a identificar e prevenir situações que podem se tornar problemáticas e resolver os assuntos que podem enfraquecer a atuação do docente. Além disso, a formação permite que o profissional reconheça sintomas de doenças relacionadas ao trabalho para que possa ser devidamente cuidado e recuperar a sua autoestima em sala de aula.

TER UMA ATIVIDADE DE DESCOMPRESSÃO

Relaxar e distrair o corpo e a mente dos desafios diários é essencial para os professores. A atividade escolhida deve ser prazerosa e praticada com regularidade para garantir os efeitos desejados. Você pode fazer uma atividade física, que também trará benefícios para a saúde, aprender a fazer uma atividade manual, como pintura ou marcenaria, ou simplesmente sair com amigos e familiares pode ajudar a descontrair fora da sala de aula e retornar renovado para o dever.

ESTABELECER DIÁLOGOS

Deixar o estudante falar e ouvi-lo atentamente é uma das formas mais eficientes de evitar que a cultura de agressão se propague nas escolas. Quando ocorrer um caso desrespeitoso, ele deve, preferencialmente, ser resolvido em classe, sem interferência da coordenação pedagógica ou direção. Situações que colocam os envolvidos em risco precisam de mais atenção e, algumas vezes, não podem ser solucionados no âmbito escolar, tornando-se casos que demandam interferência do Conselho Tutelar ou até mesmo de policiais, punidos com medidas socioeducativas.

ENSINAR HABILIDADES SOCIOEMOCIONAIS

Uma das saídas para que a sala de aula se torne um lugar exclusivo de ensino e aprendizagem é estimulando o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Elas auxiliam a controlar as emoções, perseguir objetivos, tomar decisões, ter empatia e manter relacionamentos saudáveis, além de outras características importantes por toda a vida. Esse tipo de habilidade permite que o aprendizado seja muito mais completo, com impacto positivo no bem-estar dos alunos por muito mais tempo. A OCDE e o Instituto Ayrton Senna mostraram que alunos mais focados e organizados melhoram os índices de desempenho tradicionalmente avaliados.

ENVOLVER AS FAMÍLIAS

A parceria entre a família e a escola permite que ambas as instituições trabalhem para objetivos comuns em relação às crianças e aos jovens, conduzindo-os para um caminho de sucesso. A aproximação não deve acontecer apenas nos momentos delicados, quando os pais são convocados para reuniões ou para ouvir reclamações sobre o estudante. Eles precisam se envolver também nas decisões da comunidade escolar e na rotina escolar do aluno, como na hora da lição de casa ou das apresentações de final de ano, para que o engajamento reflita em efeitos positivos para as crianças e os adolescentes.

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