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Profissionais de Educação: Como Preservar a Saúde Emocional e Psicológica

Postado por Admincursos | 14 de maio de 2018 | Deixe aqui seu comentário

Profissionais de Educação: Como Preservar a Saúde Emocional e Psicológica

Quem trabalha nessa área precisa se cuidar para evitar doenças como ansiedade, depressão e Síndrome do Burn Out, que podem provocar afastamentos

Ter a oportunidade de ensinar crianças para a vida é um trabalho recompensador, porém, os profissionais de educação também sofrem com o desgaste emocional e psicológico que encontram nas escolas.

Pesquisa do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) revelou que 40% dos professores afastados por problemas de saúde tiveram algum tipo de transtorno psiquiátrico, como ansiedade, depressão e Síndrome do Burn Out.

Entre os fatores conhecidos que agravam esse problema estão o excesso de trabalho – já que alguns profissionais têm jornada dupla ou tripla –, e a pressão causada por superlotação das classes, falta de respeito e a violência na sala de aula.

Profissionais de educação que apresentam desgaste emocional e psicológico podem manifestar sintomas como palpitação, falta de ar, tremores e suor excessivo, além de perderem a paixão por atividades que antes adoravam, como dar aulas.

A saúde mental dos educadores depende de ações e interações em relação a si mesmo e em relação à comunidade (alunos, colegas de trabalho, pais de alunos, vizinhança) e à estrutura escolar.

Quando positivas, elas deixam o profissional menos suscetível a transtornos mentais e emocionais.

Porém, se está ocorrendo uma desarmonia, o estresse e o esgotamento aumentam, afetando o funcionamento do corpo e, consequentemente, o desempenho do professor em sala de aula. Em situações extremas, o professor pode ser afastado com uma licença.

Dados da Secretaria de Educação de São Paulo mostram que o número de professores afastados por transtornos mentais ou comportamentais nas escolas estaduais de São Paulo quase dobrou em 2016 em relação a 2015: foi de 25.849 para 50.046. 

Apesar de o Plano Nacional de Educação (PNE) visar medidas para assegurar a integridade física, mental e emocional dos profissionais da área, ainda não existe um programa nacional para atender essa necessidade. 

Cuidados para os profissionais de educação

Além de exigir das autoridades competentes que essa demanda seja cumprida, você professor deve investir em cuidados que ajudam a preservar a saúde emocional e psicológica. Saiba o que você mesmo pode fazer:

Volte a estudar

Especializar-se é muito importante para a carreira do professor. Também é um ótimo aliado para que você pense em outro assunto que não seja o trabalho, além de tirar os pensamentos da caixa e proporcionar ânimo para implementar as novidades aprendidas com os alunos.

Aproveite a diversidade de cursos online, a distância, presenciais, gratuitos, particulares ou de baixo custo, além dos programas de formação oferecidos pelas secretarias de ensino. Preze por aqueles que garantem um certificado para alavancar sua vida profissional.

Equilibrar a vida pessoal e o trabalho

Quantas horas por dia você dedica ao trabalho? Além da sala de aula, contabilize também a preparação das aulas e atividades e correção de provas. Se for muito mais tempo do que você dedica a si mesmo e a sua família, comece a se preocupar.

É essencial administrar o seu tempo para equilibrar a sua vida profissional e pessoal. Isso impacta no seu bem-estar e ajuda a evitar estresse, ansiedade e desorganização. Entenda como gerenciar melhor os seus horários no dia a dia.

Estabeleça metas e objetivos possíveis

Ser um profissional da educação tem tudo a ver com realizar o sonho de transformar vidas, mas, muitas vezes, é melhor promover mudanças aos poucos do que propor uma grande revolução.

É claro que você deve ter metas e objetivos ambiciosos, mas, para realizá-los, divida-os em pequenas etapas e vá conquistando uma a uma. Superar pequenos desafios continuamente é muito mais estimulante e fortalecedor.

Pratique atividades físicas

Reservar um tempo para praticar atividades físicas é importante para manter a energia durante as aulas para carregar as crianças e escrever na lousa, por exemplo. Além disso, ao praticar exercícios, o organismo libera endorfina, que promove a sensação de bem-estar.

Se você tiver pouco tempo, caminhar 30 minutos por dia até o trabalho já é um bom começo. Exercícios que trabalham o corpo e a mente, como ioga e dança, também são muito recomendados para os professores.

Alimente-se bem

Uma alimentação balanceada pode minimizar os sintomas do estresse nos professores e garantir a energia necessária para o expediente. A ingestão adequada de proteínas, vitaminas e minerais mantém o organismo funcionando, minimiza os sintomas e promove bem-estar.

Se você trabalha pela manhã, jamais pule a refeição matinal. Tome um café da manhã reforçado, almoce moderadamente porções de carboidrato, proteína e vegetais e evite pratos pesados no jantar. Alimente-se de três em três horas com lanches práticos, como frutas, iogurtes e castanhas.

Agende uma consulta com um psicólogo

As doenças a que os professores estão sujeitos podem ser diagnosticadas apenas por profissionais especializados. Portanto, marque uma consulta com um psicólogo para conferir a sua saúde mental e emocional periodicamente ou sempre que sentir necessidade.

Se for preciso, o profissional vai indicar um acompanhamento para eliminar os sintomas e, em casos extremos, pode solicitar o seu afastamento durante o período de tratamento.

Converse com os colegas de profissão

Ter um diálogo aberto com os colegas sobre o desafio da profissão é uma ótima forma de elaborar estratégias para lidar com um problema na sala, pois vocês passam diariamente por experiências similares.

O apoio da direção da escola também é muito importante, pois ela tem papel fundamental para minimizar os problemas que impactam a sua saúde mental e emocional, como condições de trabalho inadequadas.

O que achou das nossas dicas? Conhece mais alguma que pode ajudar algum colega de profissão? Compartilhe sua experiência nos comentários e não deixe de conhecer melhor o Cursos 24 horas!

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  • Lilian disse:

    Realmente os professores do nosso país está adoecendo. Além das razões citadas na matéria temos a falta de comprometimento da maioria dos responsáveis, o paternalizmo, garantia e cobrança de direitos dos alunos e família e falta de cobrança dos deveres.
    O mais estressante nessa profissão não são os alunos.
    Os alunos se tornam números. Importa a quantificação e não a qualificação.
    Mesmo que o professor consiga ir mais devagar, levando em conta o tempo de aprendizagem de cada aluno, ele rem um conteúdo estipulado para cada etapa.
    .