A predominância feminina na informática e na tecnologia da informação

Postado por Admincursos | 8 de abril de 2019 | Deixe aqui seu comentário

A predominância feminina na informática e na tecnologia da informação

As mulheres já foram maioria entre os alunos de computação, mas você sabe por que a situação se inverteu?

Certas profissões geralmente são relacionadas a pessoas de um determinado sexo, embora esse não seja um fator limitador e que homens e mulheres possam escolher com o que pretendem atuar. Um exemplo claro disso é a predominância feminina na informática que havia há alguns anos.

A indústria da moda e beleza costuma ser relacionada às mulheres, ao passo que áreas como tecnologia da informação geralmente remetem a homens, mas a situação não foi sempre assim (e nem deve ser) na área de TI.

Vamos entender como era a distribuição entre homens e mulheres nessa área, bem como números e estatísticas que ajudam a entender tal movimento e como as integrantes do sexo feminino foram (e são) essenciais para o desenvolvimento da informática.

 

Quando ocorreu a predominância feminina na informática (e em TI como um todo)?

O movimento se iniciou no final da década de 1960, porém no Brasil mais especificamente no começo da década de 1970, quando o Bacharelado em Ciências da Computação começou a ser ministrado no Instituto de Matemática e Estatística (IME), da Universidade de São Paulo (USP).

A primeira turma do curso, que se formou em 1974, era composta por 14 mulheres e 6 homens, ou seja, elas representavam 70% da turma, percentual considerável e que comprova a predominância feminina na informática.

Acredita-se que o interesse feminino pela área esteja relacionado à área de matemática, a qual, historicamente, atraía mais interesse das mulheres do que dos homens.

Até em torno de 1990, as mulheres ainda eram maioria entre os cursos relacionados à informática, mas de lá para cá, a situação mudou. Por volta de 1990 e 2000, notou-se um equilíbrio entre ambos os sexos, até que o número de mulheres começou a cair de 2000 em diante.

O estudo “Mulheres que aprendem informática: Um estudo de gênero na área de TI”, feito por Camila Vieira Posser e Adriano Canabarro Teixeira, ajuda a entender o que pode ter levado à queda da predominância feminina na informática.

A imagem mostra uma mulher trabalhando em frente a um computador, em um escritório com pessoas ao fundo

Em uma de suas pesquisas, que obteve 498 respostas de mulheres para a pergunta “por que você optou pela TI?”, 30 afirmaram que foi pelo incentivo de familiares, 36 disseram ser devido a habilidades estimuladas na infância / juventude e 54 por terem feito um curso técnico.

Em outra pergunta, “Por que o número de mulheres é inferior ao número de homens na TI?”, a qual obteve 445 respostas, o preconceito e o estereótipo criado foi escolhido por 189 mulheres, enquanto 129 afirmaram ser devido à falta de estímulos na infância / juventude e 84 disseram ter desinteresse ou medo de investir na área.

Já os dados da participação feminina na Universidade de Passo Fundo (UPF) mostram que 32 mulheres e 22 homens concluíram o curso de Ciência da Computação em 1997; em 1998, 21 alunos de cada sexo concluíram o curso; em 1999, foram 25 mulheres e 22 homens e, em 2000, 9 alunos de cada sexo.

De lá para cá, o número de mulheres concluintes do curso de Ciência da Computação nunca superou o de homens, e a diferença se tornou cada vez maior. De 1997 a 2016/01, foram 2.151 alunos formados neste curso, sendo apenas 15,48% de mulheres.

Todas essas informações deixam claro que houve um período de predominância feminina na informática, situação que está diferente hoje. Infelizmente, boa parte disso se deve ao preconceito e estereótipos que foram estabelecidos na área.

Também é importante ressaltar que essa mudança não é vista apenas no Brasil. De acordo com um gráfico desenvolvido pela National Public Radio com dados dos Estados Unidos, menos de 20% dos especialistas em Ciência da Computação no país são mulheres.

 

Veja também: Dia da Mulher: qual a importância? Veja uma pesquisa histórica!

 

Qual é a importância da mulher na informática?

Muito grande! As mulheres foram responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologias e sistemas que são utilizados até hoje e se tornaram imprescindíveis para a sociedade, além de constituírem uma parte importante do mercado de trabalho da área.

Entre os termos de informática utilizados em nosso dia a dia, é muito provável que a predominância das mulheres na área tenha impactado em seu desenvolvimento e evolução!

Imagem mostra mulher trabalhando em uma mesa em ambiente externo, com um computador à frente e um café

  • Ada Lovelace:

    Essa mulher londrina era apaixonada por matemática e tinha o dom do cálculo desde jovem. Ela é conhecida como a primeira programadora do mundo, já que planejou o funcionamento de uma máquina chamada de “Motor Analítico” (Analytical Engine), a qual serviu como inspiração para Alan Turing e sua famosa máquina no futuro.

  • Grace Hopper:

    Almirante na Marinha dos Estados Unidos e cientista de computadores, ela foi uma das primeiras programadoras do computador Harvard Mark I, utilizado na segunda guerra mundial, de acordo com o San Diego Supercomputer Center.

  • Katherine Johnson:

    Matemática norte-americana que ajudou a confirmar a precisão de computadores eletrônicos utilizados pela NASA, além de ter realizado cálculos críticos que trouxeram segurança para as viagens especiais feitas de 1950 em diante.

  • Margaret Hamilton:

    Cientista de computadores norte-americana que liderou a divisão de Engenharia de Software do MIT Instrumentation Laboratory. A NASA credita a ela o termo “engenharia de softwares” e Margaret trabalhou no desenvolvimento do programa para a Apollo 11, primeira nave espacial a completar uma missão com humanos na lua. Sua insistência nos testes resultou no sucesso e na segurança da missão e dos astronautas.

  • Megan Smith: 

    No ano de 2014, ela se tornou a primeira diretora técnica dos Estados Unidos, tendo trabalhado na Casa Branca até o início de 2017. Megan também criou um site da Casa Branca dedicado a mulheres na STEM (educação em quatro disciplinas específicas: ciência, tecnologia, engenharia e matemática) e se dedica à neutralidade na internet, tendo coordenado encontros que ajudaram a disseminar a proteção da liberdade da internet.

 

A informática na educação é uma disciplina fundamental, e as mulheres participaram (e participam) ativamente do processo. Além disso, o combate que se observa na sociedade contemporânea contra o preconceito e os estereótipos pode ajudar a reverter essa situação.

A predominância feminina na informática é histórica e pode voltar a ser realidade. Afinal de contas, seja no ensino superior, em cursos online ou no preenchimento de vagas no mercado de trabalho, essa não é uma área exclusiva aos homens e que também pode – e deve – ser explorada pelas mulheres.

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