Categorias: Regras Gramaticais

Pronomes oblíquos átonos: dicas para uso

Saiba como reconhecer e aplicar essa regra gramatical que pode gerar confusão devido à norma coloquial

As dificuldades encontradas no decorrer dos estudos para prestar concursos públicos são muitas. Uma delas é ter disciplina para manter o pique sem perder o fio da meada. Claro que, de vez em quando, uma escapulida dessa rotina se faz necessária, mas ainda há pessoas que ficam bitoladas e, no fim, não assimilam muita coisa por conta do cansaço. Ainda mais quando se trata de matérias que precisam ser decoradas de qualquer jeito para serem compreendidas, como acontece com o português.

As regras gramaticais é um fator que sempre pesa tanto em concursos públicos como nos vestibulares. Para você ter ideia, algumas provas já aplicam as novas regras ortográficas, item que precisa ser estudado com afinco por se tratar justamente do esquema decoreba + prática.

Para os concurseiros de plantão, trazemos hoje um especial com as principais dúvidas que fazem muitos empacar na hora de assinalar a alternativa correta. Vamos lá?

Concordância dos pronomes oblíquos átonos

Trata-se. Feriu-se. Amo-te. Essas são algumas palavras que pedem os pronomes oblíquos átonos, tais como: me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes. Confundi-los é uma rotina que pode ser evitada se estudada e praticada. Os erros mais comuns acontecem quanto à norma coloquial, aonde o pronome vem antes do verbo, e à norma culta. Saiba que existem três formas de uso para essa regra:

• Ênclise: pronome depois do verbo. Ex: João feriu-se;

• Próclise: pronome antes do verbo. Ex: João se feriu;

• Mesóclise: pronome no meio do verbo. Ex: João ferir-se-á.

A forma próclise faz parte do nosso cotidiano falado e é anulada quando a frase começa com um pronome átono. Com essa ideia em mente, a mesóclise ou a ênclise poderá ser usada. Outro meio para acertar em cheio é respeitar as palavras que são mais atrativas no contexto, como as que estão em sentido negativo e que possuem advérbios e pronomes indefinidos, relativos ou interrogativos, que pedem a próclise.

A aplicação da ênclise vai de encontro com a norma culta, o que anula a tentativa de iniciar uma frase com pronomes oblíquos átonos. Dessa forma, eles serão usados em verbos no imperativo, quando o verbo inicia uma oração, onde ele será infinitivo impessoal e regido pela preposição ‘a’. A mesóclise é usada quando o verbo dá intenção de futuro do presente ou futuro do pretérito.

Fiquem ligados aqui no blog, pois semana que vem continuaremos com este especial sobre as maiores dúvidas dos concurseiros quanto às regras gramaticais da língua portuguesa.

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