Metacognição: entenda o conceito que vai facilitar seus estudos
Postado por Admincursos | 26 de julho de 2022 | Deixe aqui seu comentário
Entenda o que é metacognição e como este conceito é importante para o processo de ensino e aprendizagem tanto para alunos como professores
Você sabe o que é metacognição? Ela é quem descreve os processos envolvidos quando os alunos planejam, monitoram, avaliam e realizam mudanças em seus próprios comportamentos de aprendizagem.
Deste modo, a metacognição torna os alunos independentes em processo de conhecimento. Isso porque, se pensamos no contexto das atividades escolares e realizações delas, muitas vezes se dá de maneira automática e mecânica.
Ou seja, não existe uma reflexão por trás e muitos estudantes agem como se aprender tivesse uma receita pronta e acabada.
Contudo, as pessoas diferem e cada uma aprende do seu jeito. Assim, refletir sobre como aprendemos é fundamental para alcançar os resultados.
É neste sentido que entra o tema deste artigo. Entenda aqui o que é metacognição, como ela pode ajudar a aprender melhor, conheça suas fases e os 4 tipos de estudantes conforme seus aprendizes metacognitivos. Confira!
O que é metacognição
O termo foi usado pela primeira vez na década de 70 por John Flavell para se referir a um processo de interação. Ou seja, se trata da ação de refletir sobre o que se aprendeu, assim como a capacidade de avaliar e controlar o aprendizado.
Em síntese, pode ser dito como o conhecimento sobre o próprio conhecimento. Isto é, a habilidade de conhecer e regular nossos pensamentos, englobando o controle consciente de processos cognitivos, como a memória, a atenção e a compreensão.
Quer um exemplo? Imagine que você está lendo um texto e, ao verificar o que compreendeu, percebe que não entendeu quase nada. Então resolve ler novamente.
Ou então, ao resolver um desafio de matemática, percebe que a conta que fez não funcionou e resolve mudá-la.
Portanto, a metacognição se refere a um tipo de flexibilidade extra que caracteriza a mente humana. Neste sentido, entendemos a metacognição como um conhecimento de segunda ordem, tendo a si próprio como objeto de estudo.
Assim, por meio da metacognição, avaliamos os processos executivos e agimos em busca de melhoras em nossas ações.
Como a metacognição pode te ajudar a aprender melhor
Como você viu, a metacognição trata-se de refletir sobre o próprio aprendizado. Assim, ela permite que pensemos nas melhores estratégias para obtermos, de fato, o conhecimento. Por exemplo, ao refletir no que preciso para:
- Resolver um problema;
- achar uma solução;
- concluir algo;
- alcançar um objetivo.
- entender as nossas dificuldades;
- identificar erros e equívocos.
Desta forma, desenvolver a metacognição é extremamente importante para que o aluno, por exemplo, transfira o conhecimento prévio de um contexto para outro e descubra estratégias mais eficientes para alcançar seus objetivos acadêmicos.
Afinal, o mundo, atualmente, muda muito rápido e existe uma grande necessidade de aprender a se adaptar às situações. Certamente, irá sobreviver aquele que sabe e conhece as estratégias que o ajudam a aprender mais e melhor.
Por outro lado, muitas vezes, ensinamos o aluno o que pensar, mas não como pensar. A metacognição é útil para reverter esse pensamento. Além disso, por meio dela, os alunos se tornam aprendizes independentes.
Assim, por conta das práticas metacognitivas, os alunos monitoram seu próprio progresso e assumem o controle de sua aprendizagem enquanto leem, escrevem ou resolvem problemas em sala de aula.
Fases da metacognição
Em primeiro lugar, entenda que a metacognição possui duas dimensões: o conhecimento metacognitivo e a regulação metacognitiva. A primeira refere-se ao que os alunos sabem sobre a aprendizagem, por exemplo:
- O conhecimento dos alunos sobre suas próprias habilidades cognitivas, por exemplo, quando ele sabe que possui dificuldade em memorizar as datas, por exemplo;
- Em tarefas específicas, como as leituras de um determinado capítulo;
- As diferentes estratégias que estão disponíveis para ele e quando são apropriadas.
Em relação à regulação metacognitiva, refere-se ao que os alunos fazem sobre a aprendizagem. Ou seja, trata-se de como os alunos monitoram e controlam seus processos cognitivos.
Por exemplo, uma mudança de estratégia ao perceber que não está sendo eficaz para seu aprendizado. Com base nessas duas dimensões, divide-se a metacognição em 4 fases, veja quais são elas.
Planejamento
Nesta fase o aluno pensa sobre o objetivo da aprendizagem que o professor estabeleceu e considera como abordará a tarefa e quais as estratégias que usará para isso. Ou seja, nesta fase, geralmente, os alunos se perguntam:
- O que devo fazer?
- Que estratégias usar?
- Existem estratégias que usei e podem ser úteis agora?
Monitoramento
Como diz o nome, neste momento, o aluno monitora o progresso que está fazendo em direção ao seu objetivo de aprendizagem. Portanto, caso não veja resultados, o aluno pode alterar suas estratégias. Assim, ele se perguntará:
- A estratégia que estou usando está funcionando?
- Preciso mudar ou tentar algo diferente?
Avaliação
Nesta fase, o aluno determina o sucesso de sua estratégia. Para isso, os alunos se questionam:
- Fui bem nesta tarefa?
- O que não ocorreu bem? O que posso fazer para melhorar na próxima vez?
- O que ocorreu bem e para quais tipos de problemas posso usar esta estratégia?
Reflexão
Por fim, temos a reflexão como parte fundamental deste processo. Trata-se de refletir sobre todas as outras fases: planejamento, monitoramento e avaliação.
4 Tipos de estudantes na metacognição

Sem dúvidas, as práticas de metacognição conduzem o aluno ao aprendizado. Essas práticas englobam a memória e atenção, assim como a ativação do conhecimento prévio e o uso de estratégias cognitivas para concluir determinada tarefa.
Neste cenário, reconhecer como seus alunos entendem seus próprios processos de aprendizagem, ou seja, que práticas usam e como aprendem, é fundamental para o professor ajudar o aprendiz da melhor maneira.
Pensando nisso, David Perkins (1992) definiu quatro tipos de aprendizes metacognitivos que fornecem uma estrutura útil para auxiliar o trabalho do professor, veja quais:
Estudantes tácitos
Esses alunos desconhecem o conhecimento cognitivo. Ou seja, eles não pensam em nenhuma estratégia particular para otimizar seu aprendizado e simplesmente aceitam se sabem ou não algo. Para estes, cursos de administração e estrategia seria uma boa opção.
Estudantes conscientes
Este tipo de estudante até conhece alguns tipos de pensamentos que fazem, como gerar ideias e encontrar evidências, por exemplo. No entanto, o pensamento não é planejado ou deliberado.
Estudantes estratégicos
Esses alunos organizam seu pensamento usando resolução de problemas, agrupamento e classificação, busca de evidências e tomada de decisões, por exemplo. Eles conhecem e aplicam as melhores estratégias para seu conhecimento. Cursos de gestão e liderança podem ser os ideais.
Estudantes reflexivos
Por fim, temos alunos que não são apenas estratégicos sobre seu pensamento, mas que também refletem sobre seu aprendizado enquanto ele está acontecendo. Assim, ele considera o sucesso ou não de suas estratégias e revisa seus métodos conforme suas necessidades.
Desta maneira, quando os professores identificam o perfil de cada tipo de aluno, podem planejar sua metodologia de ensino, buscando levar um estudante tácito para o nível reflexivo, por exemplo. Para todos perfis de aluno, cursos profissionalizantes podem ser ideais para aprimorar conhecimentos.
Agora que você viu o que é metacognição e como ela é importante para a aprendizagem, que tal compartilhar este texto para que mais pessoas compreendam o processo de aprendizagem?
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